maio 23, 2010

Reflexo da Madrugada

Eu pensar: "Ele me faz mal." Me ajuda a prosseguir.
Me ajuda a esquecê-lo e imaginar que foi um sonho.
Eu querer distância me parece o mais correto. Eu não poderia ouvir sua voz tão de perto. Mesmo que eu no fundo não consiga mais pensar, eu fujo. Até porque eu iria perder o restante de glória que me resta.
A faca encravada ainda esta ali. Sempre para me lembrar de algo que eu não pedi para aprender. Mas que talvez, quem sabe, fosse preciso.

E a voz me diz: "Tudo é tão cheio de amor ... ".
Ela ecoa em meus ouvidos, em minha alma e se instala em meu corpo. Mas a ferida não sara. E me impede de submergir em águas tranquilas.

Me parece penoso sentir seu cheiro. Prefiro que me odeie. Prefiro que me ignore, porque agora tudo ficaria mais difícil se me amasse. Porque na primeira vez não me amou. E se me amou, eu nunca soube.
Ah, o amor é sempre causa de tudo isso. Não deveria ser assim. Não me conformo, porque o que mais odeio é ter que falar assim do amor. Falar desse jeito amargo. Repito: "Não deveria ser assim."

Não deveria ser de muitas formas, toda essa murmuração. Estou farta e ao mesmo tempo faminta por essa compreensão.
Já não tenho mais e nunca teria se pedisse.

maio 05, 2010

Aparição

Senti saudade daqui. Saudade das letrinhas. Do meu semi-velho blog.
Saudade de escrever. :}
Não tenho tempo mais. Só agora que consegui escrever.
Meus dias tem sido rotineiros. Estágio-Casa-Curso-Casa ... Por aí vai.

Tenho escutado "The Mars Volta" loucamente. Muito viciante. Muito! Virou um ritual. Mas creio que vai durar pouco. Semana retrasada foi Especial Radiohead, mas nada comparado com essa semana. The Mars Volta tá ganhando de geral... Não restou para ninguém. É muito bom. \m/

Bom. As aula de automação estão me mudando. Estou com uma personalidade esquisita. Vejo lógica em tudo quanto é lugar, agora.
A imaginação rebelde já não tem tanta graça. Só nos cochilos que dou no ônibus, na ida e na volta de meus destinos diários.


Finalizando aqui, rapidamente, eu gotaria de dizer que vou ver os outros blogs. Ler com carinho e comentar. Senti falta. hehehe
Grande abraço a todos.

abril 09, 2010

Pureza

' Tinha a pele nua, e as pernas mortas. Seu mundo agora, que ela tanto protegia, já estava completamente abalado.







Deixou de ser alma, para ser apenas corpo. Não estava ali. Nunca quis estar ali, mas era um desejo que a consumia, e já não tinha controle sobre seus atos.


E a cada movimento ela se sentia mais morta, apesar de estar completamente viva. Respiração, tato, olfato... Seus pulmões nunca trabalharam tão bem.


O sangue corria em suas veias de uma forma que nunca foi sentida antes.


Ela se entregou. Sem culpa e ao mesmo tempo condenada. Condenando-se a cada caçada. Essa era a vida que ela nunca escolheu, mas que sua mente sempre havia planejado desde seu nascimento.


Ela havia nascido unicamente para matar.


Aquilo era sua droga.


Aquilo fazia ela se sentir especial e ao mesmo tempo a mais suja dos mortais. '




 
Pureza - Microcontos Iniciais.
Stephanie Mello.·.