Setembro 26, 2011

Labirinto



Aquela velha vontade...
Aquela velha traiçoeira.
A vontade de ir embora. Talvez morrer. Mesmo estando errada em querer tal coisa.

Só quem sente sabe do que estou falando. O resto dirá: -Você está exagerando.

Mas aos que sentem o mesmo, resta lamentar.

A dor que arde no peito, a garganta amarrada. A irritação por qualquer coisa, a dificuldade em demonstrar qualquer emoção, porque suas emoções já estão o caco. Você pode até sentir mas sempre se pergunta: "Será que senti mesmo?"

O mundo parece ilusão. As palavras deixam de serem ditas e tudo o que você quer é se enfiar num quarto escuro e se desligar de tudo.
Como eu desejo não sentir isso tudo ...
Mas não é mais questão de escolha. Eu peço socorro para quem?
Nem eu mesma estou conseguindo me ajudar. Não acho saída nesse labirinto em que minha mente tomou abrigo.

Os dias se arrastam ... Lentamente e ás vezes desesperadamente rápidos.
Em tentativa de fuga, tento não pensar em nada e me torno mais burra. É um ciclo vicioso. Parece que nunca terá fim.

Setembro 07, 2011

A loucura do amor e a loucura do sexo


Ele é como um anjo. Eu deslizo meus dedos pelo seu corpo.
Ele é como um demônio. Algo errado e proibido. Peço perdão, mas tenho que dizer.
Sua pele exala o cheiro delirante o qual sempre busquei, mas ao mesmo tempo me sinto culpada.

Como algo bom pode parecer ruim e como algo ruim pode parecer ser a melhor coisa do mundo?

Alguns momentos.
Em raros momentos eu olho bem de perto suas linhas. As linhas do seu rosto. A boca pronta a abrir com um sorriso, seus detalhes e a coloração do seu rosto mudando. É tudo tão maravilhoso, tudo perfeito no momento em que acontece.

Observo seus olhos, a expressão de transe. Um transe maravilhoso. Me sinto viva.
O seu som, sua voz. É tudo maravilhoso.
Então acaba.
Sinto falta de você no dia seguinte e no outro e dia após dia.
Dói. E todas as dúvidas, todas as neuras, mesmo que seja apenas imaginação da minha cabeça, me machucam.
E o medo de que essa seja a última noite ou a última vez que apenas digo um "Oi" para você, consomem meus dias.

Então medito, penso, tento amadurecer e mais ainda: tento ser desprendida de tudo que me aprisione.
Mas que dádiva ser aprisionada por algo tão bom. Mas que lástima achar que é bom estar aprisionada assim...

Eu me afasto. Mas você me faz querer voltar para seus braços. Me faz querer apenas um abraço teu e do mundo.
Nem me isolar mais consigo. Eu sofro, porque sempre estive acostumada a não planejar com outra pessoa. Sempre estive só e gostava, ao mesmo tempo em que odiava.
E agora ... Quando sumo, eu apareço para você.
Me sinto patética, feliz, triste, completa e perdidamente apaixonada.

Setembro 05, 2011

Casca



Eu não sei o que fazer comigo mesma. Apenas não sei o que fazer comigo mesma.

Eu sou essa casca. Essa ambulante casca.
Estrutura rachada, cheia de emendas. Apenas uma casca, tentando sobreviver.

Não me importo se isso é importante ou não.