
Hoje. Um dia como qualquer outro? Talvez. Hoje só quero ficar num canto, refletindo, para quem sabe, encontrar uma finalidade ou um propósito de tudo existir.
"Crise existencial" é a palavra que define meu momento. Um momento para aqueles que morrem em vida, num mar de ociosidade.
Eu nunca estou satisfeita. Com nada.
Sempre quis saber o por quê. Mas para os que querem muito uma resposta, ela parece fugir apressadamente.
Tristeza, tristeza. Mesmo sem motivos, ela dá sinais de presença. Ela não grita. Sussurra, sorrateira e deliciosa. Ao mesmo tempo em que toma atitudes cruéis, quando me machuca.
Essa tristeza que, mesmo quando estou feliz, ou faço algo que me deixa muito feliz e tenho mil motivos para ser feliz, essa dá sinal de vida.
Sorri para mim, e pede licença, cheia de sedução.
Me faz ficar calada. Inerte.
Me fere, vai embora e de repente volta outra vez.