fevereiro 01, 2010

Caos

  Eu andei pensando no que eu  fiz durante minha vida inteira. E não fiquei feliz, como sempre. Não sei como eu me aguento e como as pessoas me aguentam. Sempre tive certeza absoluta de que eu não pertenço a isso tudo. É uma sensação muito estranha. Eu apenas existo. Eu não vivo. Eu tento, mas o sono, os sonhos, as idealizações são muito  mais tentadoras do que a realidade.

 

  Estou presa em mim mesma. E eu não demonstro. Acontece tudo aqui dentro. Uma batalha terrível. Quase estou me deixando levar por aquela sensação durante o sono. Algo que me suga as energias. Eu não sei o que é. Nunca consegui saber, mas ainda tento. Só que ultimamente quase desisti. Tenho medo. Medo do sono e medo de acordar.

Sou  uma pessoa terrível. Terrível. Tá tudo um Caos. Tudo.

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E aqui termina meu diário.

janeiro 28, 2010

Hoje não!




Não. Hoje eu não sou mais aquela menina...
Aquela sabe? Que sempre escuta. Que sempre cede o ombro.
Não.

Hoje eu sou  só eu mesma. Nada menos, nada mais. E não adianta falar Não adianta perguntar.

Hoje eu só quero pensar
no que há dentro de mim.

Não quero explicar o porquê das coisas. Não quero dar ouvidos. Não quero pensar no  futuro.
Eu só  quero isso. A paz, o silêncio. O mudo destino, as linhas incertas, a voz do vazio. Sim. Aquele que surge, quando deitamos para dormir. É nesse momento em que tudo fica bastante claro pra mim. 

Hoje sou   egoísta. Não  sou humanizada,  nem politicamente correta. Hoje não quero pensar em  nada além do meu próprio umbigo.  

janeiro 16, 2010

Segredo



Segredo que não te conto
Que não te contei
Que não te contaria
Imagens terríveis
Desejos secretos
E má companhia
Sensações terríveis
Memórias ocultas
Sensação de culpa
Sonhos surreais
Não quero. Não vou.
Alguém um dia me disse.
Se não quer, não faça.
Mas há algumas coisas
que não basta querer
ou não querer.
Eu me pergunto.
Quem irá me salvar?
Quem conseguirá deter?

janeiro 10, 2010

Necessidades

Mas que necessidade é essa?

Que raios de perturbação é essa que não se pode entender? Enquanto catástrofes biológicas acontecem, enquanto pessoas morrem de fome, eu fico aqui, sentindo falta de alguma coisa. Sentindo falta!

Ao invés de sentir fome, ou sentir frio. Não... Eu sinto falta!

E essa é a bendita Ierarquia das necessidades - De Maslow: